O app regional virou ecossistema: do delivery no Sertão à plataforma completa para o comércio do interior

Startup fundada em 2017 em Petrolina (PE) reorganiza-se como grupo pede.ai, com quatro frentes integradas – delivery, entrega, gestão e pagamentos – e já soma mais de 2,5 milhões de clientes e mais de 35 mil estabelecimentos parceiros cadastrados ao longo de sua história.

O pede.ai, aplicativo de delivery nascido em Petrolina (PE) em 2017, está em transformação. Depois de oito anos atuando como marketplace, a empresa passou a operar como um ecossistema completo para o comerciante do interior: o próprio pede.ai, marketplace de delivery multicategoria; o leve.ai, solução de logística last-mile; o pdv.ai, sistema de gestão para restaurantes; e o vende.ai, novo braço de meios de pagamento que entrou em operação em 2026.

Ao longo de sua história, a empresa acumulou mais de 2,5 milhões de clientes e mais de 35 mil estabelecimentos parceiros cadastrados, bases que sustentam a tese do grupo de que profundidade de produto é um caminho mais robusto para o comércio do interior do que apenas expansão geográfica.

“O lojista do interior não precisa de mais um app. Precisa de uma estrutura que resolva delivery, entrega, gestão e pagamento de forma integrada, reduzindo custos e agregando soluções. Foi isso que a gente passou a construir”, afirma João Neves, cofundador e CEO do pede.ai.

Do app ao ecossistema

O pede.ai foi fundado em junho de 2017 por um grupo de cinco estudantes de engenharia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, no Sertão pernambucano. A motivação inicial era resolver uma frustração concreta: nas viagens a Recife e São Paulo, encontravam facilidades de delivery que não existiam ao voltar para casa no interior.

O nome não foi escolhido pensando em multicategoria desde o primeiro dia. Mas em 2018, o app já incluía entrega de água e gás além dos restaurantes. Em 2019,  após receber investimentos, estruturou equipe e tecnologia para começar a atender também petshops, mercados e farmácias.

A primeira aceleração veio na pandemia: o pede.ai cresceu 6 vezes em faturamento ao longo de 2020, chegou a 100 cidades em operação e, em muitas cidades atendidas, está presente como a única  e primeira plataforma de delivery disponível à população.

Uma história de união

O aprendizado para a consolidação como ecossistema aconteceu também por incorporação de outras operações. Em 2022, o pede.ai anunciou a fusão com o Aiboo, aplicativo de delivery fundado em João Neiva (ES) em 2016, em movimento que somou as duas bases. Em maio de 2024, a operação de entregas do marketplace foi separada e relançada como leve.ai. Um ano depois, em maio de 2025, o pede.ai anunciou a aquisição do QFome App, plataforma desenvolvida em Currais Novos (RN) e referência de delivery no Rio Grande do Norte. Em agosto de 2025, a unificação técnica e comercial das operações foi concluída, unificando os aplicativos.

Hoje o Grupo pede.ai opera com três sedes – Petrolina (PE), Aracruz (ES) e Currais Novos (RN), e atua principalmente nas regiões Nordeste, Norte e Sudeste, com foco em cidades pequenas.

As quatro frentes do ecossistema

A nova arquitetura organiza o grupo em quatro frentes que se reforçam: cada solução atende uma necessidade do lojista e abre porta para as outras.

O pede.ai segue como base e principal ativo de marca do ecossistema. É o marketplace de delivery multicategoria que entrega restaurantes, mercados, farmácias, água, gás, hortifruti e pet. Mantém o modelo de licenciamento territorial com operadores locais – empreendedores que viram “donos” do app na cidade onde moram, responsáveis por prospectar lojistas, dar suporte e ativar campanhas regionais.

O leve.ai é a solução de logística last-mile do grupo. Conecta lojistas a uma rede de mais de 9 mil entregadores cadastrados em tempo real, sem exigir frota própria. A plataforma atende tanto restaurantes locais quanto grandes redes nacionais como Subway, Pizza Hut e Bob’s, com tecnologia de roteirização inteligente e acompanhamento em tempo real. É também a porta de entrada para cidades onde o grupo ainda não opera com marketplace, cidades maiores onde ocorre hoje uma batalha do delivery, com os aplicativos entrantes chineses e o iFood.

O pdv.ai é o sistema de gestão para restaurantes do grupo. Reúne PDV, cardápio digital (delivery e QR Code), gestão de mesas, app de garçom, módulo fiscal, atendimento automatizado por WhatsApp e integrações com apps de delivery. A mensalidade base é de R$ 99, posicionada para ser uma alternativa acessível ao lojista do interior em comparação aos sistemas tradicionais do mercado.

O vende.ai é a frente mais nova do Grupo. Posiciona-se como motor financeiro do ecossistema: maquininhas de cartão integradas ao pede.ai e ao sistema pdv.ai, disponibilizando ferramentas com aceitação de crédito, débito, Pix e carteiras digitais.

Uma engrenagem só

O modelo do vende.ai não é centrado em “vender taxa” como na constante batalha entre maquininhas de cartão que existe no mercado. O lojista que adotar a solução de pagamentos do grupo ganhará destaque e benefícios  do app pede.ai e gestão integrada na maquininha e módulo de mesas e comandas do pdv.ai sem custo adicional.

“Cada frente funciona sozinha, mas ganha muito quando opera dentro do conjunto. O lojista que entra pelo delivery ganha entrega mais eficiente; o que entra pelo PDV ganha acesso ao marketplace e às entregas do leve.ai; o que entra pela maquininha ganha visibilidade no app. É essa engrenagem que a gente passou a construir”, afirma Daniel Poltronieri, sócio do Grupo e CEO da vertical leve.ai.

O mercado em transformação

O Grupo pede.ai opera num segmento – o dos aplicativos regionais de delivery no Brasil – que vive um momento de virada. Após uma década competindo por abrangência geográfica (qual app chega primeiro a qual cidade), os principais aplicativos do interior começam a disputar profundidade de portfólio: qual app oferece mais ferramentas para o lojista. A tese do pede.ai é que esse caminho é mais sólido e mais defensável para o interior brasileiro.

A estratégia é uma resposta calculada ao movimento atual do setor: a chegada de novos competidores internacionais ao Brasil e a reativação da disputa entre os gigantes nacionais por presença nas capitais. “O mercado mudou e já enxergamos uma disputa mais intensa nas capitais entre os aplicativos de delivery, mas estamos construindo e evoluindo um ecossistema de soluções pensado para o lojista, para o empreendedor, na cidade do interior”, afirma o CEO.

SOBRE O GRUPO PEDE.AI

O pede.ai é uma plataforma brasileira de tecnologia para o comércio do interior, fundada em 2017 em Petrolina (PE). Reúne hoje pede.ai (delivery), leve.ai (logística last-mile, com mais de 9 mil entregadores cadastrados), pdv.ai (software de gestão) e vende.ai (pagamentos), e soma mais de 2,5 milhões de clientes e mais de 35 mil estabelecimentos parceiros cadastrados. Ao longo de sua trajetória, o pede.ai incorporou as operações do Aiboo, app de delivery do Espírito Santo (2022), e do QFome App, referência no Rio Grande do Norte (2025) e busca ativamente realizar este movimento de consolidação nas cidades do interior do Brasil de até 100 mil habitantes.

Mais postagens sobre esse assunto

Recomendados

PelaSamba na Copa estreia neste sábado na Praça JK com transmissão de Brasil x Marrocos e shows de pagode

Evento na região Centro-Sul transforma tradicional praça no reduto da torcida mineira com estrutura de arena e dois telões de alta definição A contagem regressiva para o maior espetáculo do futebol mundial já começou e a Praça JK, no bairro Sion, já tem data para se transformar no coração da torcida em Belo Horizonte. Neste sábado, 13 de junho, o evento PelaSamba na Copa abre seus portões às 15h30, trazendo uma programação completa para a estreia da Seleção Brasileira: aquecimento com muito samba e pagode, transmissão ao vivo de Brasil x Marrocos às 19h e comemoração estendida até às 23h30. […]

Felipe Amorim lança clipe de “Resenha de Vaquejada (Maria Vaqueiro)”, apontado como hit do São João 2026

Faixa com Nattan já ultrapassa 40 mil vídeos no TikTok e ganha força com dancinhas, influenciadores e nomes importantes do universo da vaquejada “Resenha de Vaquejada (Maria Vaqueiro)”, parceria de Felipe Amorim e Nattan, vem se consolidando como um dos grandes hits potenciais do São João de 2026. A faixa, que mistura a energia do forró com a estética da vaquejada, já soma mais de 40 mil vídeos no TikTok e tem ganhado cada vez mais força nos últimos dias, impulsionada por dancinhas, trends e pelo engajamento do público nas redes sociais. Para ampliar ainda mais o momento da música, Felipe Amorim lançou […]

Stock options: quando a remuneração executiva pode virar passivo trabalhista

Cada vez mais utilizadas por empresas e grupos de capital aberto para atrair e reter talentos, as stock options ocupam posição estratégica nos pacotes de remuneração de altos executivos. Para a advogada Giovana Atarasi Jurca, o que muitas companhias ainda subestimam, porém, é que a forma de estruturação desses programas pode determinar se o benefício será tratado como investimento ou como salário, distinção capaz de gerar impactos relevantes em verbas trabalhistas, encargos previdenciários e custos de desligamento.

Dólar eleitoral em 2026: o que separa a margem de quem trava câmbio em maio de quem vai pagar o pico em agosto

Projeção de mesa aponta USD/BRL de R$ 4,91 hoje para R$ 5,55 em Q3, representando 13% de margem em jogo para todo importador brasileiro. A GX Capital, boutique financeira fundada por Vinicius Teixeira, codificou no playbook Importação Blindada as três estratégias que atravessam a janela eleitoral.

Tracking quebrado vira sintoma silencioso da próxima rodada de eficiência em mídia paga no Brasil

Para a Nexus Growth, consultoria fundada por Dan Freitas que gerencia R$ 320 milhões em investimento mensal, a desconexão entre dados de venda e plataformas de anúncios distorce o retorno reportado e empurra capital para canais que não pagam a operação. A questão deixou de ser técnica e virou pauta de board.

Compensação com créditos de terceiros reduz em até 35% débitos federais de empresas

Mecanismo previsto na Constituição desde 2021 permite que empresas usem créditos judiciais adquiridos para quitar débitos federais. Em casos práticos, a redução de carga em débitos correntes pode chegar a um terço do valor originalmente devido, segundo Fernándo Silva, sócio-proprietário da FS Soluções Tributárias e Mestrando em Direito Tributário