Por que a Copa de 2026 pode transformar bares em potências de faturamento

Na Zona Sul de São Paulo, bares já se movimentam para a Copa de 2026 apostando em experiências imersivas, ações temáticas e consumo emocional para impulsionar o faturamento durante o Mundial

Se para os torcedores a Copa do Mundo é sinônimo de emoção, para o setor de bares e gastronomia ela também representa uma das temporadas mais estratégicas do calendário. Com a aproximação da Copa de 2026, empresários da Zona Sul de São Paulo já começam a desenhar ações especiais para transformar os dias de jogo em verdadeiros eventos de experiência coletiva, capazes de unir entretenimento, consumo e conexão emocional em torno da paixão nacional pelo futebol.

O movimento acompanha uma tendência que vem se fortalecendo nos últimos anos: o consumidor já não procura apenas um lugar para assistir às partidas, mas ambientes capazes de oferecer atmosfera, pertencimento e experiências compartilháveis. Decoração temática, transmissões imersivas, música, ativações para redes sociais e cardápios especiais passaram a integrar a estratégia dos bares que enxergam o Mundial como oportunidade de posicionamento e crescimento de faturamento.

Na Zona Sul paulistana, região conhecida pela concentração de bares, gastrobares e espaços de entretenimento, a expectativa é que a Copa impulsione significativamente o fluxo de clientes, principalmente em estabelecimentos que apostam em identidade visual forte e experiência emocional. Além do aumento no consumo de bebidas e porções, empresários também observam um crescimento na permanência do público dentro dos estabelecimentos durante os jogos e no pós-partida.

Para Mariele Horbach, empresária do setor gastronômico e sócia fundadora do Hub Grupo Hungry e referência no universo dos botecos e experiências de consumo, a Copa deixou de ser apenas um evento esportivo para se tornar uma oportunidade de conexão cultural e comercial. “O brasileiro vive a Copa de uma maneira muito emocional. Quando o bar consegue criar uma atmosfera que desperta esse sentimento coletivo, ele deixa de ser apenas um ponto de consumo e passa a fazer parte da memória daquele cliente”, afirma.

Segundo Mariele, CEO dos Bares Jobim e Garota da Vila, o comportamento do público mudou significativamente nos últimos anos, principalmente com o avanço das redes sociais e da busca por experiências mais imersivas. “Hoje as pessoas querem viver o momento, registrar, compartilhar e se sentir parte daquilo. A Copa movimenta muito mais do que futebol: ela movimenta encontro, nostalgia, pertencimento e experiência. E os bares que entendem isso conseguem transformar emoção em resultado”, explica.

A empresária também acredita que a edição de 2026 deve intensificar ainda mais essa relação entre entretenimento e consumo emocional. “Depois de anos de hiperconexão digital e mudanças no comportamento social, o público valoriza cada vez mais experiências presenciais e coletivas. A Copa cria exatamente esse cenário: pessoas reunidas, vivendo emoções juntas e buscando lugares que proporcionem essa energia”, analisa.

Fotógrafo Luís Vinhão

Dados de edições anteriores reforçam o potencial econômico do evento para o setor. Em Copas passadas, bares e restaurantes registraram crescimento expressivo no faturamento durante os jogos da Seleção Brasileira, impulsionados principalmente pelo consumo de bebidas, refeições compartilhadas e permanência prolongada dos clientes nos estabelecimentos.

Mais do que um campeonato de futebol, a Copa do Mundo vem se consolidando como uma oportunidade estratégica para o mercado de bares e entretenimento. E, na Zona Sul de São Paulo, empresários já entenderam que, em 2026, não bastará apenas transmitir os jogos, será preciso transformar cada partida em uma experiência capaz de unir consumo, emoção e memória afetiva em um só lugar.

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